Exame de rotina com risco neurológico? Estudo relata casos de fístula liquórica após swab
Embora considerado seguro, o swab nasofaríngeo para COVID-19 tem sido raramente associado à fístula liquórica. Um artigo recente relata o caso de uma mulher de 54 anos, sem fatores de risco conhecidos, que desenvolveu rinorreia persistente dias após múltiplos swabs, sendo diagnosticada com defeito na lâmina crivosa e meningocele associada, tratados com sucesso por via endoscópica.
A revisão da literatura identificou 17 casos semelhantes, com predomínio do sexo feminino e, na maioria, ausência de comorbidades – quando presentes, destacaram-se deformidades da base do crânio e hipertensão intracraniana benigna.
A lâmina crivosa foi o sítio mais frequentemente acometido; houve meningite em quatro casos, e o tratamento foi predominantemente cirúrgico, reforçando que, apesar de rara, a fístula liquórica deve ser prontamente reconhecida diante de rinorreia persistente após o exame.