Desfechos clínicos e fatores prognósticos no Hematoma Epidural Agudo Traumático

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12 de janeiro, 2026

Desfechos clínicos e fatores prognósticos no Hematoma Epidural Agudo Traumático

 

O hematoma epidural agudo (AEDH) permanece uma emergência neurocirúrgica crítica no contexto do traumatismo cranioencefálico, especialmente em adultos jovens. 

 

Em um estudo prospectivo observacional conduzido ao longo de 32 meses com 132 pacientes submetidos a tratamento cirúrgico, a maioria dos casos ocorreu em homens, com média de idade de 30,8 anos, sendo agressões e acidentes de trânsito as principais causas. Predominaram hematomas supratentoriais, unilaterais e localizados na região parietal. Apesar da gravidade potencial da condição, a mortalidade foi de apenas 3%, com 75% dos pacientes apresentando boa recuperação funcional.

 

A análise prognóstica demonstrou associação significativa entre desfechos desfavoráveis e fatores como Glasgow Coma Scale baixo após ressuscitação, apagamento das cisternas basais, hemiparesia, dessaturação de oxigênio e alterações pupilares, reforçando que a avaliação neurológica inicial e a intervenção rápida continuam sendo determinantes centrais para a otimização dos resultados clínicos.

 

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