Em feito inédito, pesquisadores brasileiros descobrem que bactérias podem participar da formação e ruptura de aneurismas cerebrais
Pesquisadores da USP identificam DNA bacteriano como novo fator de risco para a condição com implicações neurocirúrgicas
Pesquisadores brasileiros constataram que a presença de DNA bacteriano da espécie Escherichia coli pode ser considerada um fator de risco para formação e ruptura de aneurisma intracraniano – para além das implicâncias cirúrgicas, a relevância concentra-se também sobre o ineditismo quanto à primeira descoberta mundial de uma nova condição.
O Professor Dr. Nicollas Nunes Rabelo, responsável direto pela apresentação do artigo “Bacterial DNA in patients with ruptured intracranial aneurysms: Investigating the potential role of periodontal and gut microbiota”, afirma que, apesar de comensal, em alguns pacientes o microrganismo apresenta, acrescidas por fatores de resistência, características de patogenicidade. O mesmo trabalho foi apresentado no 19th World Congress of Neurosurgery WFNS 2025, em Dubai.
No texto, discute-se o papel inflamatório de patógenos sobre a desorganização da parede e enfraquecimento dos vasos sanguíneos na formação de aneurismas, somados com fatores de risco já conhecidos.
O estudo compõe uma série de trabalhos acerca do seguimento realizados na Universidade de São Paulo (USP) pelo Dr. Rabelo com orientação do Dr. Eberval Gadelha.